Depoimento do cineasta Mojica sobre a Loira do Banheiro

Bom, falando em lendas urbanas, memórias culturais e sociais, nada melhor do que postar a opinião do grande cineasta e amigo meu, José Mojica Marins, mais conhecido por seu personagem Zé do Caixão.

Fiz um bate-papo com ele está semana e conversamos sobre as lendas, novos e antigos trabalhos, os tempos do Notícias Populares entre outras coisas.

É sempre muito bom reencontrar o Mojica, ele que sempre esteve tão à frente do seu tempo, capaz de mesclar o horror e a luxúria, o sangue e a nudez, tudo em uma estética grotesca, que ele conhece como ninguém…

Com as palavras do mestre, vou enriquecendo este trabalho…

Mojica conta que seu personagem – o Zé do Caixão – participou da criação e ajudou na elaboração de várias lendas urbanas, inclusive na da nossa querida amiga Loira.

“A biografia de Josefel Zanatas (Zé do Caixão) é baseada em fatos fictícios.”

(José Mojica Marins)


Abaixo, assista um trecho da entrevista em que ele fala da loira do banheiro:

Para quem quiser saber mais sobre o personagem Zé do caixão, o site oficial é: http://www.zedocaixao.com.br

Agora vou me dedicar ao bebê Diabo, já tenho algumas notícias, posto mais a respeito em breve (bem breve)…

Até mais leitores!

Por

Alberto Ferreira- jornalista

alberto.ferreira.jornalista@gmail.com


Como é a sua loira?

Bom dia/tarde/noite leitores, passaram bem a semana?

Bom, a minha foi um tanto atribulada. Depois de muita pesquisas em uma mesma biblioteca, da qual fiz minha segunda casa, percebi que não seria de todo o mal dar um tom mais pessoal à pesquisa.

Conversando com alguns velhos amigos, notei a necessidade de incluir relatos verdadeiros em forma de depoimento, tanto daqueles que estiveram diretamente envolvidos com as lendas, quanto as pessoas que ouviram falar dela, ou que sentem que a lenda fez parte de suas vidas em algum momento, afinal, nada melhor do que a própria memória coletiva como fonte de pesquisa.

Resolvi então sair em busca de memórias referentes à lenda da loira:

Como conta o estudante Rogério, a lenda este presente em grande parte de sua infância, onde ele e os amigos dedicavam parte de seu tempo na busca de encontrar a loira do banheiro, tudo em vão, segundo ele …

Nesse depoimento, meu grande amigo Luciano Tavares conta que desde sua época de criança ele ouviu não só falar sobre a lenda da Loira do Banheiro, como também tentou vê-la, diz ainda que não sabe se a lenda é verdadeira, pois nunca chegou a vê-la.

Como todos meus entrevistados falam de suas memórias quando crianças, nada mais justo que eu colocasse aqui o vídeo de duas simpáticas meninas contam suas experiências vividas em relação à loira do Banheiro, que ganha versão mais atual.

Como a lenda se passa em uma escola, ou melhor, em um banheiro de uma escola, nada melhor que o relato de uma professora. A professora Kátia Guimarães nos conta um pouco sobre seu medo em relação à nossa famosa Loira e nos revela que a lenda continua forte na memória das pessoas e é passada de geração a geração, fazendo com que as crianças de hoje também sintam curiosidade e medo da Loira do Banheiro.

Por fim, Leo Marson conta um pouco da sua vivência em busca de conseguir achar a loira do banheiro e até brinca que agora que ele está “mais bonitinho” talvez ela apareça.

Em meio a tantas histórias – ou estórias – diferentes, tantas versões de uma mesma lenda, concluo que elas sempre terão uma ou mais características semelhantes, o que faz com que a história siga com a intervenção daquele que a conta, um toque pessoal, como é o caso das duas meninas, que até colocaram um nome “Amanda” para a Loira rs.

O que torna uma lenda ainda mais interessante é esse poder que as pessoas tem de mudar os fatos, aumentar e incrementar a história. Somos capazes de decidir o final da novela, somos os mocinhos, os protagonistas… Fascinante, não? Bom, eu acho.

Pode-se fantasiar, escolher o rosto, o cenário, a roupa, dirigir a cena. O melhor de tudo é que é tão fácil… só sair por aí contando e pronto, é real.

Como se vê nos depoimentos, sempre tem alguém que diz ter visto, ter participado e por mais que seja impossível, paira a dúvida, dúvida essa que leva em frente nossos devaneios.

Decidi postar então um vídeo para “ilustrar” o que a maioria das pessoas disse nos depoimentos:

Se vocês por acaso se lembrarem de suas experiências com a loira e quiserem dividi-las, sintam-se a vontade em comentar no blog, toda informação é bem vinda.

Até a próxima!

Alberto Ferreira- jornalista

alberto.ferreira.jornalista@gmail.com

Um olhar sobre mim… e outro sobre ela

Hoje acordei inspirado, rs.

Então vamos lá…

Vocês devem estar se perguntando “mas afinal, quem é esse cara?”. Bom, quem sou eu?

Meu nome de batismo é Alberto Ferreira Cortez, Ferreira para os íntimos. Nascido na pitoresca cidade de Jaú, no ano de 1973, sou um homem curioso e sempre bem disposto (até demais) a procurar por novos desafios. Enfim, um jornalista em tempo integral.

Alguém que mesmo solitário em meio ao caos da megalópole, consegue ser feliz.

Mas chega de mim por hoje! Vamos ao que interessa…

Ultimamente, minha vida mais parece um filme de terror, como um dos milhares dirigidos pelo grande mestre José Mojica.

Mas calma, não se assuste, isso é fruto das minhas idas frequentes a uma mesma livraria e a busca incessante por informações sobre a famosa lenda da “Loira do Banheiro”. uuuh hahahah  Pois é, não tenho feito muito se não ir atrás dessa mulher.

Nessa busca, devo dizer que fui cuidadoso para não ficar atrás de “mais do mesmo”, e de fato trazer algo interessante sobre a lenda, desvendando os mitos populares, na tentativa de me manter o mais próximo possível da realidade, mas mesmo assim confesso, o poder de uma lenda urbana pode falar bem alto nessas horas.

As várias versões da lenda podem confundir, mas isso nada mais é do que o bom e velho telefone-sem-fio, levado em frente por crianças travessas e curiosos de plantão. Aos poucos vou escrevendo aqui mais sobre cada uma dessas versões, mas o que realmente importa, é que a essência da lenda continua intacta, e sua protagonista sempre será uma bela loira boca-suja.

“Eis então que ressurge o mórbido glamour das lendas urbanas, sua capacidade de adaptação em meio a diferentes culturas, mantendo seu elemento principal, o suspense seguido da euforia.

Alberto Ferreira, jornalista egocêntrico.

Essa inocente imagem do gibi da Turma da Mônica, por Maurício de Souza e sua trupe, é na verdade riquíssima para esta pesquisa. Nela vemos como ocorre a transmissão e a perpetuação de uma lenda.

Nada melhor do que uma revista voltada ao público infantil, para disseminar uma estória, e fazer dela um patrimônio cultural, não é mesmo?

Indo além, podemos perceber a criação de uma nova versão da lenda, graças à censura dos gibis infantis, que não ensinariam os três palavrões assim tão facilmente, embora caso o fizessem, venderiam muito mais… #pensenisso hahaha ando muito moderno, hábitos de twitter

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Estou coletando alguns depoimentos de pessoas que vivenciaram ou que ouviram falar da lenda.  A memória coletiva da sociedade é uma fonte saborosa para informações sobre lendas urbanas.

Tem muita coisa publicada em sites, achei esse muito bom: http://ifolclore.vilabol.uol.com.br/lendas/sd/sd_loira01.htm

Veja o que ele escreveu sobre a loira:

Esta história é muito contada em escolas da rede pública na cidade de São Paulo. Sua fama é muito grande entre os alunos.

Uma garota muito bonita de cabelos loiros com aproximadamente 15 anos sempre planejava maneiras de matar aula. Uma delas era ficar ao banheiro da escola esperando o tempo passar.

Porém um dia, um acidente terrível aconteceu. A loira escorregou no piso molhado do banheiro e bateu sua cabeça no chão. Ficou em coma e pouco tempo depois veio a morrer.

Mesmo sem a permissão dos pais, os médicos fizeram autópsia na menina para saber a causa de sua morte.

A menina não se conformou com seu fim trágico e prematuro.  Sua alma não quis descansar em paz e passou a assombrar os banheiros das escolas. Muitos alunos juram ter visto a famosa loira do banheiro, pálida e com algodão no nariz para evitar que o sangue escorra.

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Bom, that’s all folks! Ou, na versão tupiniquim, por hoje é só pessoal!

Até!


Alberto Ferreira- Jornalista

alberto.ferreira.jornalista@gmail.com


Espremendo o NP

Será que sai sangue?

Veremos…

Bom, começo então a me aprofundar. Dei início às pesquisas e posso dizer que já descobri muito sobre o jornal.

O “Notícias Populares”, vulgo NP, foi um jornal do Grupo Folha circulou em São Paulo entre 15 de outubro de 1963 e 20 de janeiro de 2001.

Foi o pioneiro na reforma gráfica que tomou o jornalismo nos anos 1990 com a fórmula “textinho-fotona”. O NP serviu assim como balão de ensaio para mudanças significativas que o Grupo Folha acabaria promovendo em seu principal produto: a própria Folha de S.Paulo

O jornal de poucas páginas chegou causando impacto. Suas manchetes em letras garrafais estavam sempre mergulhadas em polêmica. Sem dúvida, se o objetivo era impressionar, o NP teve sucesso.

Manchetes como essas:

  • “Bicha põe rosquinha no seguro”
  • “Broxa torra o pênis na tomada”
  • “A morte não usa calcinha”
  • “Churrasco de vagina no rodízio do sexo”
  • “Aluno é expulso por causa do chulé”
  • “Maradona bom de bola, ruim de taco”
  • “Padre extermina 15 diabos por domingo”
  • “Broxa torra o pênis na tomada”
  • “Deu um barro e morreu”
  • “Kombi era motel na escolinha do sexo”
  • “Médico afirma: o bebê-diabo nasceu no ABC”
  • “Milene engravida na primeira bimbada”

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Bom, por hoje é só pois o dia foi corrido, mas amanhã vou dividir mais informações com vocês e prometo que serão quentes, a nível de NP!

Boa noite a todos.

Alberto Ferreira- jornalista

alberto.ferreira.jornalista@gmail.com

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